Fama

A fama no fim não é um problema. O problema está no meio para se chegar a este fim. Alguns famosos fizeram uma coisa muito boa; outros, uma coisa muito ruim. Alguns tiveram sorte; outros, foram fabricados. Apenas o primeiro grupo tem o meu reconhecimento e admiração. E se um dia eu fizer parte deste grupo, saberei automaticamente que fiz algo muito bom.

De tão ridículo, muitos jamais teriam feito o Twitter

Sabe por que é difícil para os muitos técnicos inovarem? Porque eles olham o Twitter e dizem: isto é ridículo de fazer. Olham para o Youtube e dizem: isto é ridículo de fazer. Olham para qualquer boa solução e dizem com desdém: isto aí é meia dúzia de tabelas. E de tão ridiculo eles jamais teriam feito se tivessem a oportunidade. São pessoas que têm conhecimento técnico, mas jamais apostam em idéias que elas julgam ridículas.

O irônico aqui é que o “ridículo” nada mais é do que a incapacidade de vislumbrar a oportunidade. Talvez o problema seja tentar “ser racional demais”. Muitas vezes grandes inovadores simplesmente sentem que possuem algo grande pela frente. As vezes eles nem conseguem explicar porque acreditam tanto na sua idéia. Creio que isso acontece porque nestes casos não é o “ser racional” que está no controle, mas sim, algo muito mais visceral (intuição?) na nossa estrutura cerebral.

A evolução levou anos para criar mecanismos que nos permitem tomar decisões importantes à nossa sobrevivência em milissegundos. Eu acredito que as vezes estes mesmos mecanismos atuam sobre algo que não podemos explicar, porém, sentimos que “vai ser sensacional”. Talvez por isso os criadores do Twitter não sabiam no que ele iria se tornar de verdade. Ao mesmo tempo em que algo visceral dizia a eles “isto vai ser sensacional” o “ser racional” tentava compreender, sem sucesso, o que havia de tão espetacular numa idéia tão simples. O grande mérito de muitos inovadores é não deixar o “ser racional” assumir o controle. Eles simplesmente fazem!

Vejam o que um dos criadores do Twitter disse em 2007:

Muita diferença para quem vive falando em “ridículo”, não é mesmo?

Da mesma forma aquela sua idéia está na gaveta há tempos. Você sente que é algo bom, mas como seu ser racional ainda está em dúvida você não coloca em prática. E isto vai ser uma luta complicada, pois o “ser racional” é muito difícil de ser batido.

O Alicerce de uma idéia

Construir em cima de uma idéia é como construir um prédio. Você tem que começar pela base identificando sua premissa principal. Quando você tem uma base sólida é mais fácil construir sobre ela. As ideias e premissas posteriores, que estarão nos andares de cima, surgirão com naturalidade e se desenvolverão rapidamente.

Mas não saber qual é a premissa principal é como mexer na base o tempo todo depois de alguns andares já terem sido construídos. Quando você faz isso, inevitavelmente, você abala as estruturas. Pode até ser que você consiga concluir o que está construindo, mas não demora muito a ruir.

O Cliente é o Gerente: Quase nunca acontece

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Isto quase nunca acontece, não é mesmo?

Este episódio foi editado. Aqui está o link para informações sobre o original no site da Fox.

Programadores são de Marte, Designers são de Vênus

Recentemente criei esta pesquisa para saber se os Designers e Programadores pensam o mesmo do Adobe Flash (assunto da mais polêmica gerra dos ultimos tempos entre duas grandes empresas do mundo moderno). No momento a pesquisa aponta mais ou menos o seguinte:

81% dos Designers pensam que o Flash é bom
19% pensam que o Flash é ruim

80% dos programadores pensam que o Flash é bom
20% pensam que o Flash é ruim

Mas existem alguns problemas com este resultado. Primeiro, por ser uma pesquisa de Twitter, muitas pessoas que me seguem e que já possuem uma tendência de ser “a favor” do Flash responderam. Agora, o que realmente me chama a atenção é o fato de poucos Designers terem respondido. Porém, se a pesquisa não serviu para mostrar nada sobre o Adobe Flash ela pelo menos vai me fazer viajar a maionese a partir de agora.

Imaginem a Mídia Social como o universo. Este Universo Sócio-Mediático é composto por galáxias e se você está lendo este post é porque você está na mesma galáxia que eu, onde tudo que falamos gira em torno de Desenvolvimento de Software – o centro da nossa galáxia ou o nosso sol.

Mas estar na mesma galáxia que eu não seria o suficiente para estabelecermos uma comunicação – não seria o suficiente para você ler este blog e responder a pesquisa. Você está ainda mais próximo de mim. Você está no mesmo planeta que eu, onde tratamos de Desenvolvimento de Rich Internet Applications. Já os Designers, vivem num outro planeta, embora na mesma galáxia, o que significa dizer que seu mundo também gira em torno de desenvolvimento de Software – embora mais longe do centro.

É provável que neste exato momento os Designers estejam falando de outras coisas no seu mundo e por isso eles nem viram a pesquisa. Assim como no Planeta Ruby, Phyton e Java os assuntos são outros.

Neste universo não existem só outros planetas mas também devem existir outras galáxias. Não descarto a hipótese de que em uma galáxia distante a Medicina brilhe no centro como o Sol rodeado por planetas como a Cardiologia, Oftamologia, Ortopedia, etc. A nossa galáxia, a de desenvolvimento de Software, é possivelmente a mais “evoluída” pois ao que tudo indica estamos no epicentro do Big Bang – a origem da internet.

Assim é a Mídia Social. Um universo em expansão com cada blog, Twitter, Facebook, que surgem todos os dias se aglomerando na formação de um novo planeta ou se unindo aos que já existem. Um mundo onde Tim Berners Lee é Deus, o Google é a NASA (só que com mais poder), o Orkut é um buraco negro e o Darwinismo Digital ajuda na disseminação das melhores idéias.