De olhos vendados

Eu não sei para onde estou indo. Não vejo. Só escuto. E logo depois do avião decolar eu ouço: “Frango ou carne, senhor?”. Então, pelo sotaque, eu penso: “Acho que estou indo para o México”.

Enfim chego ao meu destino. E o que eu mais ouço é “Taxi, Senhor?”. Estaria eu no Chile? Depois de alguns minutos de taxi, já sem a venda nos olhos, percebo que estou mesmo em Nova York.

É claro que eu não viajei com os olhos vendados. Os parágrafos acima são apenas alegorias embora o sentido seja real. Em aproximadamente duas horas eu já falei com um taxista Mexicano, com um desenvolvedor de Singapura, um da Índia e um da Itália. Algum Americano? Ah sim, a gerente de RH parece ser Americana. (Aliás, ela acabou de passar por aqui para deixar o roteiro do Google Maps que eu utilizarei para ir até o hotel onde vou ficar hospedado por três meses).

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Uma resposta to “De olhos vendados”

  1. Alex Hubner

    Beck, acredite, NY não é os EUA. Eu demorei a entender isso quando passei um tempo por aí em 99/00. Mas basta viajar para o interior (pode ser dentro do estado de NY mesmo) para ver como as coisas mudam. Por outro lado, por não “ser” EUA, você se sente mais em casa em NY, e é comum escutar gente falando português pelas ruas. Dá até para comer uma feijuca ou um churrasco (gastando os tubos, claro)… isso só se você quiser *muito* matar saudade de casa.

    Aproveite a época e vá esquiar nas catskills num final de semana. Vale a pena.

    Abraços e sucesso nessa nova jornada! PS: só espero que o seu salário tenha mudado também, para dolares, porque viver com salário em reais por aí não rola.

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