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	<title>BeckLog: Beck Novaes&#039; Web Log &#187; Internet</title>
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	<description>Blog pessoal do Beck Novaes</description>
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		<title>Segurança: Problema só com o Flash ou também com os desenvolvedores &#8220;desatentos&#8221;?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O artigo é eloqüente, conciso e racional. Ele fala de uma &#8220;falha&#8221; na política de segurança do Flash Player que praticamente coloca &#8220;qualquer&#8221; site na Web que permite upload de SWF sob perigo. Como tudo na Web basta sair uma notícia ruim sobre uma tecnologia qualquer para os &#8220;haters&#8221; desta tecnologia sairem do armário. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2009%2F11%2F13%2Fseguranca-problema-so-com-o-flash-ou-tambem-com-os-desenvolvedores-desatentos%2F"><br />
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.computerworld.com/s/article/9140768/Flash_flaw_puts_most_sites_users_at_risk_say_researchers?taxonomyId=17&#038;pageNumber=1">O artigo é eloqüente</a>, conciso e racional. Ele fala de uma &#8220;falha&#8221; na política de segurança do Flash Player que praticamente coloca &#8220;qualquer&#8221; site na Web que permite upload de SWF sob perigo. </p>
<p>Como tudo na Web basta sair uma notícia ruim sobre uma tecnologia qualquer para os &#8220;haters&#8221; desta tecnologia sairem do armário. E se eles já têm uma tendência de cair matando quando vêem algo &#8220;a seu favor&#8221; imaginem o que acontece quando eles lêem coisas do tipo: </p>
<p>&#8220;A única saída para o usuário final é bloquear o Flash completamente.&#8221;</p>
<p>Pronto, agora os haters pulam de alegria. E, sim! A afirmação acima é verdadeira! (Agora os haters estão no céu). E cegos pela sua raiva eles começam a questionar que as aplicações RIA feitas em Flex/Flash não são seguras. Mas falar isso é uma grande burrice. </p>
<p>Uma aplicação WEB sem Flash não é mais segura do que uma com Flash por causa disso!!! (<a href="http://www.foregroundsecurity.com/MyBlog/flash-origin-policy-issues.html">leiam  o artigo novamente</a>, e prestem BEM atenção). Nós que desenvolvemos RIA podemos fazê-las tão seguras quanto qualquer outra tecnologia. O que não podemos é garantir que todo mundo que desenvolve para a Web estará precavido quanto a este problema do upload do SWF. Portanto, o usuário corre risco não pelas RIAS que nós desenvolvemos, mas sim pelas aplicações que os outros desenvolvedores que não têm conhecimento disso desenvolvem (seja RIA ou não). Por isso, e SOMENTE por isso, a solução para o usuário final seria bloquear o Flash de vez (pelo menos por enquanto). Mas já que dificilmente o Flash vai ser abolido da internet  (para infelicidade dos Haters), por enquanto, o que nos resta é fazer a nossa parte e deixar as nossas aplicações seguras (repito, seja RIA ou não, pois qualquer aplicação quer permite upload de SWF estaria sob risco). Não podemos responder pelos outros, mas podemos falar por nós. </p>
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		<title>Nem o Google acredita mais no W3C</title>
		<link>http://www.becklog.org/2009/04/22/nem-o-google-acredita-mais-no-w3c/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 11:57:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Primeiro era apenas o Flash. E os puristas da Web, sonhadores utópicos da Web 100% Semântica, viviam malhando as empresas que usavam Flash, dizendo que ele era proprietário e tudo deveria ser feito seguindo os padrões que chegaram ao nirvana ao passar pelo mais severo julgamento do W3C. Mas como não poderia deixar de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2009%2F04%2F22%2Fnem-o-google-acredita-mais-no-w3c%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2009%2F04%2F22%2Fnem-o-google-acredita-mais-no-w3c%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>Primeiro era apenas o Flash. E os puristas da Web, sonhadores utópicos da Web 100% Semântica, viviam malhando as empresas que usavam Flash, dizendo que ele era proprietário e tudo deveria ser feito seguindo os padrões que chegaram ao nirvana ao passar pelo mais severo julgamento do W3C. </p>
<p>Mas como não poderia deixar de ser o caminho para o paraíso dos padrões Web é longo demais. Agora, não apenas a Adobe mas também a Microsoft (Silverlight) e <a href="http://info.abril.com.br/noticias/internet/google-da-um-passo-para-a-web-3d-21042009-15.shl">o próprio Google</a> (quem diria???) não querem mais esperar pelo seu pedacinho do céu. Quem quiser inovar, não pode ficar esperando pelo W3C. Um passo atrás no que diz respeito à padronização, mas quem disse que para o mundo evoluir ele precisa ser padronizado? Você conhece alguma coisa realmente boa que seja toda &#8220;certinha&#8221;? Oras, a internet só evoluiu desta forma porque ela não é perfeita. Ela é livre. É democrática. É aberta. </p>
<p>É verdade que teríamos muito a ganhar com uma Web totalmente padronizada. Mas levando em consideração o custo desta padronização parece que as empresas perceberam que mais vale ir atrás da inovação. Num certo sentido podemos dizer que o W3C &#8220;freou&#8221; a Web durante algum tempo, mas parece que daqui para frente veremos coisas realmente impressionantes surgirem graças as iniciativas digamos&#8230; &#8220;proprietárias&#8221; (palavra terminantemente proibida nos templos do Mundo do Software 100% livre). </p>
<p>Os fiéis dos Padrões Web, que muitas vezes também são seguidores da ceita Software 100% Livre, só precisam entender que a sua religião não é necessariamente melhor que as outras. A iniciativa privada sempre alavancou a evolução tecnológica e justamente pelo fato da Web ser democrática isto vai continuar acontecendo. Ao invés de eu me preocupar se vou ficar sob o controle do Google, da Microsoft ou da Adobe eu vou é mais procurar fazer parte da festa. Aos fiéis, resta rezar esperando que o mundo um dia se veja livre destes pobres pecadores que não seguem a risca os mandamentos do mundo do Software 100% Livre e da Web 100% semântica.</p>
<p>OBS.: O Objetivo desta crítica não é pender para um lado nem para o outro. Eu acredito na Web Semântica, mas não 100%. Eu acredito no Software Livre, mas não 100%. Eu acredito em iniciativas proprietárias, mas não 100%. Todo radicalismo é contraditório ao bom senso. </p>
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		<title>Putz! O cara foi falar que a blogosfera morreu</title>
		<link>http://www.becklog.org/2008/11/14/putz-o-cara-foi-falar-que-a-blogosfera-morreu/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 18:36:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<description><![CDATA[O Silvio Moreira, que não se considera blogueiro mas tem um blog, foi falar que a blogosfera morreu (confesso que li o post dele às pinceladas porque achei o início do texto formal e prolixo demais). E vejam só a blogosfera repercutindo o post dele. Acho que isto ainda vai dar muito o que falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2008%2F11%2F14%2Fputz-o-cara-foi-falar-que-a-blogosfera-morreu%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2008%2F11%2F14%2Fputz-o-cara-foi-falar-que-a-blogosfera-morreu%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>O <a href="http://smeira.blog.terra.com.br">Silvio Moreira</a>, que não se considera blogueiro mas tem um blog, foi falar que a blogosfera morreu (confesso que li o post dele às pinceladas porque achei o início do texto formal e prolixo demais). <a href="http://smeira.blog.terra.com.br/2008/11/14/quem-matou-a-blogosfera/">E vejam só a blogosfera repercutindo o post dele</a>. Acho que isto ainda vai dar muito o que falar na suposta moribunda blogosfera. </p>
<p>Em minha opinião o que está ocorrendo é uma seleção natural. Uma espécie de Darwinismo Digital que permitirá que apenas os melhores blogs sobrevivam. A falácia que o Silvio Moreira comete nada mais é do que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia">Generalização Apressada</a>. Acho que ele deveria fazer como o seu chará de sobrenome e assumir de vez o caso com o Mister M (Isso foi só para ser engraçado. Sim, estamos na blogosfera!).</p>
<p><img src="http://n.i.uol.com.br/uolnews/monkey_cid.jpg" alt="Cid Moreira" /></p>
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		<title>05/06/2004: Meu primeiro post sobre Flex</title>
		<link>http://www.becklog.org/2008/11/13/05062004-meu-primeiro-post-sobre-flex/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 11:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Se a primeira impressão é realmente a que fica, a Macromedia tem com o Flex mais um excelente produto.&#8221; O trecho acima foi extraído do meu primeiro post sobre Flex feito em um blog que eu tinha naquela época e que nem existe mais. Mas graças ao Internet Achive aqui você pode conferir o post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2008%2F11%2F13%2F05062004-meu-primeiro-post-sobre-flex%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2008%2F11%2F13%2F05062004-meu-primeiro-post-sobre-flex%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>&#8220;Se a primeira impressão é realmente a que fica, a Macromedia tem com o Flex mais um excelente produto.&#8221;</p>
<p>O trecho acima foi extraído do meu primeiro post sobre Flex feito em um blog que eu tinha naquela época e que nem existe mais. Mas graças ao <a href="www.archive.org">Internet Achive</a> <a href="http://web.archive.org/web/20040829162320/http://www.oanseio.blogger.com.br/">aqui você pode conferir o post na integra</a>. (Devido os estilos CSS algumas palavras que tem links não aparecem. Mas basta selecionar o texto para perceber que elas estão lá.)</p>
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		<title>O Flex/Flash não é Web Standard. Mas isto é necessariamente ruim?</title>
		<link>http://www.becklog.org/2008/10/28/o-flexflash-nao-e-web-standard-mas-isto-e-necessariamente-ruim/</link>
		<comments>http://www.becklog.org/2008/10/28/o-flexflash-nao-e-web-standard-mas-isto-e-necessariamente-ruim/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 13:20:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos criticam as RIAs da Plataforma Flash por não serem RIAs que seguem os padrões Web (Web Standard). Mas eu tenho a impressão que se olharmos esta questão com mais cuidado vamos concluir que justamente por não seguir os padrões estas RIAs possuem a tendência de serem muito mais viáveis que as RIAs que utilizam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2008%2F10%2F28%2Fo-flexflash-nao-e-web-standard-mas-isto-e-necessariamente-ruim%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2008%2F10%2F28%2Fo-flexflash-nao-e-web-standard-mas-isto-e-necessariamente-ruim%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>Muitos criticam as RIAs da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Flash_Platform">Plataforma Flash</a> por não serem RIAs que seguem os padrões Web (Web Standard). Mas eu tenho a impressão que se olharmos esta questão com mais cuidado vamos concluir que justamente por não seguir os padrões estas RIAs possuem a tendência de serem muito mais viáveis que as RIAs que utilizam os padrões. Vejamos por quê.</p>
<p><strong>1. ActionScript</strong></p>
<p>Apenas recentemente o ActionScript apareceu entre as <a href="http://www.tiobe.com/index.php/content/paperinfo/tpci/index.html">20 linguagens de programação mais usadas</a>. Quando eu falo nos treinamentos de Flex que as pessoas tem que usar uma &#8220;nova linguagem&#8221; muitos torcem o nariz. Mas primeiro é preciso ressaltar que o AcionScript foi desenvolvido respeitando os mesmos padrões (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/ECMA_Script#Dialects">ECMAScript</a>) que o JavaScript &#8211; o que diminui a curva de aprendizado. No entanto o ActionScript não é JavaScript e se no curto prazo isto pode parecer um problema (ter que aprender uma nova linguagem) no médio prazo você verá que isto é um grande benefício. </p>
<p>Quem já teve a oportunidade de usar o Browser do Google deve ter percebido o quanto algumas aplicações rodam mais rápido. Isto se deve ao fato do JavaScript ser &#8220;pré-compilado&#8221; no Chrome <a href="http://">depois do primeiro acesso</a>. Em outras palavras, parece que só agora as empresas estão percebendo que para aplicações complexas interpretar o JavaScript já não é mais viável. No entanto, o ActionScript, que já é compilado há muito tempo, <a href="http://www.oddhammer.com/actionscriptperformance/set4/"> continua sendo infinitamente mais rápido</a> que o JavaScript no Firefox, no Internet Explorer e no Opera.</p>
<p>Além disso, o ActionScript 3 é muito mais Orientado a Objetos e já tem suporte total ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/E4x">E4X</a>, funcionalidades estas que ainda aparecerão no JavaScript um dia (ninguém sabe quando). O fato é que é muito mais fácil para a Adobe introduzir novas funcionalidades no ActionScript do que uma nova versão do JavaScript ser aprovada e todos os browsers a suportarem. </p>
<p><strong>2. W3C</strong></p>
<p>Assim como deve demorar para o Firefox, o Internet Explorer, o Chrome, o Opera, e outros browsers suportarem a versão mais recente do JavaScript demora para eles suportarem a versão mais recente do HTML e outros padrões. Eu não sei se você sabe, mas para um conjunto de tags no HTML ser aprovado leva um bocado de tempo. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/W3C_recommendation">São quatro fases até alguma coisa ser finalmente recomendada pelo W3C</a>. Isto quer dizer que por mais que as novas Rich Internet Appications exijam novas funcionalidades elas só se tornarão realidade na medida em que o W3C for mais ágil na evolução dos padrões.</p>
<p>No caso da Adobe é diferente. Ela controla o SWF e pode adicionar novas funcionalidades muito antes do W3C. Inclusive, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2shiRmpdacs&#038;feature=related">funcionalidades que talvez nunca existam nos padrões Web</a>. </p>
<p><strong>3. Flash Player</strong></p>
<p>Se o usuário quiser ver um vídeo no HTML sem ser Flash Vídeo você estará dependendo do Windows Media Player ou do Quick Time ou de outro formato de vídeo qualquer se é que eles existem ainda. Além disso, pode acontecer dele ter o Windows Media Player mas não ter o Codec. Quer coisa mais chata do que isso? No Flash Player o usuário tem áudio e vídeo integrado. Ele não precisa de outro player nem um codec específico porque ele já tem o Flash Player. </p>
<p>Agora, imagine também que você pode compartilhar com segurança bibliotecas de Interface de Usuário entre aplicações mesmo elas estando em diferentes domínios. Imagine também poder persistir objetos complexos nos Cookies além de simples strings. Imagine também poder fazer duas interfaces de usuário conversarem entre si de uma maneira segura mesmo estando em diferentes domínios. Eu estou falando de Runtime Shared Library, Shared Objects e Local Connection. Tudo isto são funcionalidades desejáveis para atender alguns requisitos das Rich Internet Applications que você não tem com os padrões Web mas tem na Flash Platform.</p>
<p><strong>4. FXG vs. SVG</strong></p>
<p>A próxima novidade da Adobe que fará muita gente torcer o nariz é o FXG (Flex Graphics). Em muitos sentidos FXG faz o mesmo que o SVG. E o motivo pelo qual a Adobe resolveu não seguir este padrão pode ser <a href="http://www.andersblog.com/archives/2008/09/flash_on_the_be.html">lido na integra aqui</a>. </p>
<p>Falando de forma resumida, a Adobe resolveu não usar o SVG porque ele é limitado demais para o que a Adobe quer oferecer de funcionalidade nas RIAs da Flash Platform. O FXG vai permitir tirar melhor proveito do Data Binding, terá uma sintaxe mais concisa e poderá tirar bom proveito das novas funcionalidades do Flash Player 10 como o 3D. </p>
<p>Enfim, creio que a Adobe fez muito bem em não adotar o SVG dada a lentidão que os padrões evoluem. Para se ter uma idéia o SVG está em desenvolvimento desde 1999 e ainda tem um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Svg#Support_for_SVG_in_web_browsers  ">suporte muito fraco nos browsers</a>. O SVG mal foi adotado e já está ultrapassado.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Equipes extremamente talentosas como a do Google podem desenvolver boas RIAs viáveis usando os padrões Web. Mas sabemos que no mundo real as coisas não são bem assim. </p>
<p>É verdade  que as RIAs da Plataforma Flash tem uma grande empresa no controle e isto incomoda muita gente. Parece que num mundo onde grande parte das coisas funcionam com base na confiança as pessoas de TI ainda vivem na utopia de que a tecnologia deve ser &#8220;imparcial&#8221; em si. Por isto, elas tem medo de que grandes empresas estejam no &#8220;controle&#8221; de determinadas tecnologias. Tal medo nas pessoas é até justificável. O problema é que vem a mente uma série de &#8220;e se&#8221; que por medo as fazem recusar algo que não é necessariamente ruim: &#8220;e se a Adobe resolver não dar mais suporte ao Flash Player&#8221;; &#8220;e se a Adobe resolver cobrar pelo uso do Flash Player&#8221;, etc. Bem, ao invés de me preocupar com estas hipóteses baseadas no medo eu prefiro me voltar para os indícios. E nos últimos quatro anos eu não vi muitos indícios capazes de me fazer acreditar nestes &#8220;e se&#8221;. Mas vejo sim o W3C lento demais para saciar a minha sede de desenvolver boas RIAs viáveis. Seria perfeito poder desenvolver boas RIAs viáveis utilizando só os padrões Web. Mas infelizmente o mundo não é perfeito.</p>
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		<title>Chrome, Web Stantards Vs. Flash / Silverlight</title>
		<link>http://www.becklog.org/2008/09/04/chrome-web-stantards-vs-flash-silverlight/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 12:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chrome: má notícia para a Adobe. JavaScript ganha, Flash/Silverlight perdem. A Liberdade de Expressão é uma dádiva que aflora na web. Também por isto aqui estou eu para deixar o meu ponto de vista. Se por um lado é apenas mais um ponto de vista, por outro, prometo que tentarei observar a questão de outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://counternotions.com/2008/09/03/badnews/">Chrome: má notícia para a Adobe</a>. <a href="http://blogs.zoho.com/uncategorized/firefox-31-google-chrome-javascript-wins-flashsilverlight-lose">JavaScript ganha, Flash/Silverlight perdem</a>. A Liberdade de Expressão é uma dádiva que aflora na web. Também por isto aqui estou eu para deixar o meu ponto de vista. Se por um lado é apenas mais um ponto de vista, por outro, prometo que tentarei observar a questão de outros ângulos. E ao contrário de ter as respostas que preconizam os vencedores e perdedores eu creio que eu terei muito mais perguntas. Num momento tão especulativo como este eu ficarei feliz em fazer as perguntas certas. </p>
<p>O que está em discussão é o desenvolvimento de aplicações para a Web. Mais especificamente o que chamam de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rich_Internet_application">Rich Internet Applications</a>. De um lado os que ainda apostam na Adobe ou Microsoft com seus plugins &#8220;proprietários&#8221;, de outro os que são totalmente a favor dos Web Standards.  </p>
<p>Primeiro, acho que temos que tomar o cuidado de não cair na utopia da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Semantic_Web">Web 100% semântica</a>. O mundo não é perfeito e a Web também nunca será. Segundo, nem sempre o que é melhor, dado um conjunto de critérios, é o que predomina. Sobre os aspetos técnicos, não há como negar que é muito bom imaginarmos que poderemos um dia fazer RIAs usando os Web Standards com as mesmas funcionalidades e produtividade que temos no Flex (incluindo o fato de não ter que ficar testando em inúmeros Browsers). Porém, se olharmos para o passado veremos que linguagens de programação melhores que as outras nem sempre venceram. Por quê?</p>
<p>Bem, é notável como os Web Standards, mas fala a verdade: você conhece algum IDE tão bom quanto os IDEs que tínhamos na época do Client x Server para desenvolver aplicações com interfaces de usuário complexas apenas usando os Web Stantards? Além disso você acha que podemos afirmar que as empresas de desenvolvimento de Software possuem uma equipe capaz de fazer bem o Design de Interação de uma RIA usando Web Standards? Veja bem, estou falando de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Interaction_design">Design de Interação</a>, isto é diferente que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Information_architecture">Arquitetura de Informação</a> (quer queiram os simplistas quer não) e, principalmente, muito diferente de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Look_and_feel">Look and Feel</a>. E também estou falando que desenvolver bem RIA exige uma equipe multidisciplinar e não apenas um punhado de bons programadores.</p>
<p>Ok, o Google, ou outra empresa qualquer pode ser capaz de finalmente criar um excelente IDE para desenvolvimento de aplicações Web Standards. Mas o que me chama atenção nas <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JEUrQEj6Sd4">RIAs da Microsoft</a> (e que motivou o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lGdr3dCmxe4">Thermo</a>) é a promessa de finalmente fazer Designers e Programadores trabalharem de forma integrada e fluída. Ou seja, não estou falando apenas do IDE para o desenvolvedor, mas sim de ferramentas para toda a equipe. </p>
<p>As empresas podem até possuir equipes que sabem como tirar proveito das RIAs, mas se as ferramentas que temos para isto não ajudarem dificilmente chegaremos ao resultado esperado. O conflito Designer x Programador talvez seja eterno, mas ainda acredito que ferramentas mais avançadas tendem a minimizar os problemas. </p>
<p>Então vamos assumir por um instante que as ferramentas para o desenvolvimento de RIAs (para toda a equipe) são importantes para o seu sucesso. Agora imagine que a Adobe ou a Microsoft consiga chegar ao mercado com estas boas ferramentas e que demore uns cinco anos até termos algo equivalente para os Web Stantards. Neste meio tempo será que as empresas não estariam usando tanto o Silverlight ou o Flash que seria tarde demais para os Web Standards expulsarem de vez do mercado estas tecnologias? Por que você usa o Windows? </p>
<p>Bem, levanto em consideração os pontos principais deste artigo, posso dizer que o mundo ideal seria:</p>
<p>- Aplicações com Web Standards<br />
- Produtividade no desenvolvimento destas aplicações<br />
- Fluxo de trabalho fluído entre Designers e Desenvolvedores</p>
<p>Não temos nada que atenda 100% estes critérios. Resta saber se algum dia alguma tecnologia atenderá todos os critérios ou se uma vai prevalecer sobre a outra por causa do peso maior do critério que ela atende.</p>
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		<title>O Poder do Gmail: Com ele, você volta até no tempo</title>
		<link>http://www.becklog.org/2008/03/10/o-poder-do-gmail-com-ele-voce-volta-ate-no-tempo/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 15:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o Google lançou o Gmail houve uma corrida enorme dos concorrentes para aumentar a capacidade de espaço disponível. Yahoo, Hotmail e outros ficaram desesperados com o impacto da notícia que o GMail oferecia 1GB. O que eles não sabiam é que a capacidade de armazenamento não era o fim, mas sim o meio para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Quando o Google lançou o Gmail houve uma corrida enorme dos concorrentes para aumentar a capacidade de espaço disponível. Yahoo, Hotmail e outros ficaram desesperados com o impacto da notícia que o GMail oferecia 1GB. O que eles não sabiam é que a capacidade de armazenamento não era o fim, mas sim o meio para um webmail totalmente diferente dos outros: o melhor webmail já inventado.  </p>
<p>Toda vez que eu acesso o meu email do Yahoo ou do Hotmail eu tenho a impressão que estou trabalhando em uma imitação mal feita do Outlook. Só de olhar para suas Interfaces de Usuário eu sinto que eles são mais pesados. Por outro lado, o GMail parece (e realmente é) mais leve e mais rápido. Isso acontece porque, ao contrário dos outros, ao invés de imitar uma aplicação Desktop o GMail tira proveito do melhor que há numa aplicação web.</p>
<p>Numa aplicação de email para desktop você geralmente precisa de disciplina e organização. Eu invejo as pessoas que conseguem usar o Outlook e pacientemente separam mensagens em pastas individuais: uma pasta para emails de Trabalho, outra para Pessoal, outra para Diversão, etc. Para minha infelicidade (ou não) eu não consigo agir assim. Além disso, no caso do GMail, ao invés de usar pastas você usa Labels.</p>
<p>O uso de Labels é mais propício que o uso de pastas para webmails. O ultimo lhe permite “organizar” os seus emails em pastas individuais, mas como você é obrigado a deixar o email apenas em uma pasta você terá que lembrar que pasta é essa mais tarde. Em outras palavras, você está associando um nome (geralmente um substantivo) a um email e será este único nome que você terá que lembrar posteriormente.  Já no caso do Gmail você pode aplicar mais de um Label no mesmo email, logo, você pode associar a ele mais de um nome, aumentando assim as suas chances de lembrar um dos nomes (labels) e encontrar o email que você precisa. De fato, os Labels nada mais são do que as Tags amplamente utilizadas hoje em dia em Blogs, Bookmarks Públicos, em sites de notícias, etc. O uso de Tag é um recurso que tem a cara da Web e só o GMail oferece essa funcionalidade, enquanto os outros tentam copiar o uso de pastas dos aplicativos de email para desktop.</p>
<p>Agora, para ser bem sincero eu não uso nem pastas nem Tags. O que eu faço para organizar minhas mensagens? Nada, eu tenho GMail! Se for um assunto recente que eu preciso acompanhar ele estará entre os primeiros do meu Inbox, senão, eu faço uma busca e dificilmente eu não encontro o que eu procuro. Portanto, capacidade de Armazenamento e Busca são dois requisitos que a Google certamente considerou ao criar o GMail. O mecanismo de Busca eles já tinham, faltava apenas oferecer uma boa capacidade de armazenamento. Eis porque 1GB anunciando no inicio não era o fim, mas sim o meio para oferecer ao mundo um webmail diferente.</p>
<p>Enfim, essa é a filosofia do Gmail: Você não precisa apagar suas mensagens. Por isso, muitos no inicio estranharam o fato de o GMail não ter um botão Delete facilmente acessível. Mesmo hoje, notem que na interface do GMail o botão Archive tem mais destaque que o Botão Delete. A filosofia dos outros webmails não é a mesma que a do Google, mas sim a mesma do Desktop: Se você quiser ter seus emails organizados apague aqueles que você não precisa e coloque os outros cuidadosamente em pastas individuais &#8211; complicado demais para mim. Esses outros webmails, de fato, não precisam de tanto espaço quanto o GMail se a Filosofia deles não vai de encontro a isso.</p>
<p>E quer saber outro grande barato do GMail? Você pode voltar no tempo. Olhando nos arquivos do GMail eu criei a seguinte “timeline:</p>
<p><strong>15/06/04</strong><br />
Recebi o email de confirmação da minha conta no GMail. Neste email eles já falavam que o Gmail era diferente dos outros. Eles estavam certos e este primeiro email é a maior prova disso.</p>
<p><strong>07/02/04</strong><br />
Eu trocava emails com uma pessoa da PUC-Pr para acertar os detalhes de um treinamento de Flash 2004 e Flex que eu iria ministrar.</p>
<p><strong>26/07/04</strong><br />
Recebi o convite do Alex Rubner para fazer parte da sua lista de amigos do Orkut.</p>
<p><strong>13/09/2004</strong><br />
Eu respondia o email do Schuch aceitando o convite para trabalhar full-time para a Macromedia Brasil</p>
<p><strong>29/10/04</strong><br />
Recebi um email do Douglas com a Gravação <a href="https://admin.acrobat.com/_a183899/p74451265/">da reunião do CFUG-SP</a></p>
<p><strong>10/02/05</strong><br />
O Marcos Placona se despedia da Tesla</p>
<p><strong>19/04/05</strong><br />
O Schuch me enviava um email de São Francisco nos Estados Unidos falando como tinha sido recebida a Notícia que a Macromedia havia sido comprada pela Adobe</p>
<p><strong>27/12/05</strong><br />
O Rogério e o Rafael me desejavam boas vindas ao time da DClick</p>
<p>É claro que existe muito mais sobre nossas vidas no GMail e você poderá verificar isso dando uma lida nos seus emails mais antigos.</p>
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		<title>Sem medo de criticar para o bem da blogosfera</title>
		<link>http://www.becklog.org/2007/11/21/sem-medo-de-criticar-para-o-bem-da-blogosfera/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 10:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo atrás eu fiz um post no blog da DClick que trazia uma critica aos exemplos de programas desenvolvidos por uma determinada pessoa conhecida na comunidade do Adobe Flex. Foi de longe o post mais comentado no Blog da DClick e eu foi sincero quando disse que o objetivo era iniciar um debate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Há algum tempo atrás eu fiz um post no <a href="http://blog.dclick.com.br/">blog da DClick</a> que trazia uma <a href="http://blog.dclick.com.br/2007/06/21/flex-bonito-por-fora-e-feio-por-dentro/">critica aos exemplos de programas</a> desenvolvidos por uma determinada pessoa conhecida na comunidade do Adobe Flex. Foi de longe o post mais comentado no Blog da DClick e eu foi sincero quando disse que o objetivo era iniciar um debate do qual a comunidade poderia se beneficiar. Mas o que eu vi acontecer me leva a questionar se nós estamos preparados para este tipo de debate.</p>
<p>Se você é daqueles que se interessa um pouquinho por filosofia você já deve ter ouvido falar em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica">dialética</a>. Falando de uma maneira resumida, a dialética era vista na Grécia antiga como “a arte do diálogo, da contraposição e contradição de idéias que leva a outras idéias (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica">Wikipedia</a>)”. Naquele tempo os filósofos se encontravam em praça publica ou nos mercados para esta prática, porém, nos dias de hoje, podemos fazer isso numa escala infinitamente superior através da internet. Mas se por um lado hoje nós temos a tecnologia, por outro, não temos mais a prática da argumentação. </p>
<p>Creio que grande parte da dificuldade que as pessoas têm com a argumentação é fruto da dificuldade que elas têm com relação à crítica. Muitas pessoas não sabem fazer críticas, outras têm medo de fazer e outras não sabem receber. E mesmo nos casos daqueles que tentam iniciar um bom debate é raro encontrar um que não se desdobre em meras opiniões baseadas em gostos pessoas tais como muitos dos debates sobre qual é a melhor linguagem de programação que vemos na Internet. Em muitos destes debates não se diz “Esta linguagem é melhor por causa disto e disto”, mas sim “Eu gosto mais disso ou daquilo”. Oras, se todos sabem que “gosto” não se discute por que ainda insistem em debater em cima do “gosto”?</p>
<p>Devo reconhecer, contudo, que o problema da argumentação na Internet não chega a ser surpreendente num país onde o método de ensino decoreba ainda reina absoluto, totalmente contrário ao que dizia <a href="http://www.unifa.aer.mil.br/ecemar/pesquisa/leitura/ensinar%20a%20pensar.htm">Kant sobre Ensinar a Pensar</a>. Neste sentido, como a maioria das pessoas passa sua infância, adolescência e início da vida adulta como consumidor passivo de conteúdo, como a escola ensina, não é surpresa que na Internet elas tenham a mesma atitude.</p>
<p>Enfim, eu gostaria muito de ver o confronto em alto nível de idéias permeando a blogosfera. Creio que o potencial de valor agregado caso isso seja bem feito é enorme. É como se a dialética voltasse a ter grande importância em tempos de Internet. Mas para que isso aconteça às pessoas precisam aprender a criticar e serem criticadas.</p>
<p>Em minha opinião um post deveria ser só o inicio de uma conversação que ecoaria pela blogosfera em comentários e outros posts que juntos formariam finalmente um conteúdo mais confiável. Uma coisa é você ler o que eu escrevo, outra é você ler o que eu escrevo avaliado, criticado e corrigido por outras pessoas que provavelmente possuem algo a agregar. E como eu disse <a href="http://www.becklog.org/2007/08/29/o-estadao-e-a-fabrica-de-falacias/">neste outro post</a> “de blog em blog, de link em link, o Darwinismo digital se encarregará de garantir que as boas idéias apareçam mais que as más idéias”.</p>
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		<title>IPod Touch: O dia em que a Apple me fez ir embora do cinema</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Sep 2007 11:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada a Apple lançou o IPod Touch. Trata-se de uma mistura do IPod com o IPhone, falando de uma maneira superficial. A Apple gosta de dizer em sua missão que lidera a “revolução da mídia digital”. Deixando de lado a liderança que Apple tem ou não, o que me chama a atenção é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2007%2F09%2F11%2Fipod-touch-o-dia-em-que-a-apple-me-fez-ir-embora-do-cinema%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.becklog.org%2F2007%2F09%2F11%2Fipod-touch-o-dia-em-que-a-apple-me-fez-ir-embora-do-cinema%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>Na semana passada a Apple lançou o <a href="http://www.apple.com/ipodtouch/">IPod Touch</a>. Trata-se de uma mistura do <a href="http://www.apple.com/ipodclassic/">IPod</a> com o <a href="http://www.apple.com/iphone/">IPhone</a>, falando de uma maneira superficial. A Apple gosta de dizer em <a href="http://phx.corporate-ir.net/phoenix.zhtml?c=107357&#038;p=irol-faq#corpinfo2">sua missão</a> que lidera a “revolução da mídia digital”. Deixando de lado a liderança que Apple tem ou não, o que me chama a atenção é a palavra <strong>revolução</strong>. </p>
<p>Não costumamos enxergar revoluções quando estamos no meio da delas. Pois então faça comigo o exercício de voltar há 12 anos atrás quando a Internet no Brasil praticamente “não existia”, para enxergar essa tal revolução usando como exemplo o IPod Touch.</p>
<p>O Ano é 1995 e você assiste a um filme de ficção científica. No filme, um adolescente anda sacudindo a cabeça para cima e para baixo com uns foninhos brancos nos ouvidos. Até aí, nada demais! Só que em 1995, quando você, provavelmente também adolescente, fazia a mesma coisa, você carregava um baita de um trambolho que eram os Walkmans da época. Então aquele aparelhinho do adolescente do filme lhe chama muita atenção. Ele é bem menor que o seu Walkman e cabe uma quantidade de músicas que você pensa ser exagero por parte do diretor do filme. </p>
<p>A cena segue e você vê que para encontrar uma música dentre milhares disponíveis o jovem adolescente interage com um software incrivelmente simples usando os dedos na tela do aparelho. Seria uma mistura de Walkman com um computador sem mouse e nem teclado? – Você pensa tentando entender se tal aparelho seria mesmo possível. Mas a cena continua e mostra algo ainda mais surpreendente. </p>
<p>Mesmo com tantas músicas no seu aparelho o jovem adolescente não estava satisfeito. Então, enquanto aguarda seu vôo no aeroporto, ele acessa uma loja virtual através de uma rede de computadores (sem fio) com seu aparelho, procura por uma música específica e acaba se interessando por outras cinco graças às precisas recomendações da loja. Ele usa o número do cartão de crédito para efetuar o pagamento e em menos de cinco minutos ele já ouve as músicas novas que agora fazem parte da sua coleção.</p>
<p>Como pode um aparelho tão pequeno armazenar todas as suas músicas e ainda encontrar outras “no limbo”, “no vácuo” &#8211; através de uma conexão sem fio a uma rede de computadores chamada Internet? Eu não sei você, mas eu provavelmente pensaria em ir embora do cinema!</p>
<p>Você pode ver a revolução agora? </p>
<p>P.S.: O título deste post não tem um sentido lógico muito coerente, mas em 1995 o IPod Touch também não teria (risos).</p>
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		<title>O Estadão e a Fábrica de Falácias</title>
		<link>http://www.becklog.org/2007/08/29/o-estadao-e-a-fabrica-de-falacias/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 11:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem não sabe ainda já esta rolando há algum tempo na blogosfera uma conversação sobre a campanha do estadão contra os blogs. Eu não costumo ficar calado em assuntos que me causam indignação e se isto fosse há uns dez anos atrás minha língua estaria coçando. Mas como hoje eu tenho um blog são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Para quem não sabe ainda <a href="http://desta.ca/pratica/2007/08/10/estadao-irresponsavel-faz-campanha-contra-os-blogs/">já esta rolando</a> <a href="http://www.brainstorm9.com.br/archives/2007/08/campanha-do-estadao-contra-os-blogs.html">há algum tempo</a> <a href="http://www.crisdias.com/2007/08/10/macacos-jornais-e-blogs/">na blogosfera</a> uma conversação sobre a campanha do estadão contra os blogs. Eu não costumo ficar calado em assuntos que me causam indignação e se isto fosse há uns dez anos atrás minha língua estaria coçando.  Mas como hoje eu tenho um blog são os meus dedos que coçam clamando por uma manifestação.</p>
<p>Resumidamente falando, o Estadão ironiza os autores de blogs usando determinados estereótipos para mostrar que o seu conteúdo é melhor que o encontrado na blogosfera.  Duas coisas me incomodam nesta história. Primeiro, a própria iniciativa do Estadão em encomendar uma campanha publicitária para passar esta &#8220;mensagem&#8221;.  Segundo, a agência de publicidade com seus aprendizes de Duda Mendonça que a esta altura já devem estar se inscrevendo nos mais variados concursos a fim de angariar novos prêmios (se é que alguma inscrição é necessária para este tipo de prêmio). </p>
<p>Já é obvio para qualquer ser racional que a mídia impressa tradicional é muito diferente da mídia on-line, principalmente no que diz respeito aos blogs. Mas algumas diferenças são mais sutis que outras. E é justamente uma destas diferenças sutis que eu quero trazer a tona no caso Estadão. </p>
<p>Para provar que possui mais credibilidade que os blogs o Estadão recorre a Publicidade, pois a publicidade ainda é a forma de lavagem cerebral mais eficiente do mundo pós-industrialização. Tal como a propaganda da margarina que faz a família feliz – e não mata ninguém de colesterol alto; tal como a propaganda da cerveja que faz um homem conquistar uma mulher com uma cantada ridícula – e não deixa ninguém barrigudo; tal como a propaganda do Banco que realiza o nosso sonho – e não lucra um absurdo com as taxas que cobra. Enfim, assim opera a publicidade. Paradoxal na maioria das vezes. Uma fabrica de <a href="http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx?falaz">falácias</a>. E o Estadão pagou por isto. </p>
<p>Para ganhar credibilidade na blogosfera o mecanismo é outro. Aqui ninguém paga. É tudo espontâneo. Funciona mais ou menos assim: se as suas idéias forem realmente boas elas se propagarão pela web através de links. Vários blogs vão linkar seu texto e é provável que isto melhore a sua classificação nos mecanismos de busca. Assim, de blog em blog, de link em link, o Darwinismo digital se encarregará de garantir que as boas idéias apareçam mais que as más idéias.  </p>
<p>Esta é a diferença sutil do caso Estadão: a mídia impressa tradicional recorre às fábricas de falácias a fim de convencer a grande massa. A mídia on-line da blogosfera recorre à espontaneidade para promover o boca-a-boca virtual. </p>
<p>Nós blogamos e esperamos que as pessoas, ao aprovar o que dissemos, <a href="http://digg.com/submit?phase=2&#038;title=O Estadão e a Fábrica de Falácias&#038;url=http://www.becklog.org/2007/08/29/o-estadao-e-a-fabrica-de-falacias">passem</a> <a href="http://bloglines.com/sub?url=http://www.becklog.org/2007/08/29/o-estadao-e-a-fabrica-de-falacias&#038;title=O Estadão e a Fábrica de Falácias">isto</a> <a href="http://del.icio.us/post?title=O Estadão e a Fábrica de Falácias&#038;url=http://www.becklog.org/2007/08/29/o-estadao-e-a-fabrica-de-falacias">para frente</a>. Eles pagam especialistas para criar uma mensagem que na maioria das vezes não é o que parece. Além disso, aqui as pessoas podem discutir para finalmente encontrar o que é realmente pertinente. E o mais legal disso tudo é que enquanto eles devem ter desembolsado uma nota pela campanha, nós blogamos de pijamas do conforto das nossas casas. Afinal de contas, o conteúdo é mais importante que a embalagem. </p>
<p>P.S.: Como aqui não tem filtro e nem censura eu posso dizer que, graças à mídia on-line, o Estadão só me faria falta num banheiro publico sem papel higiênico.</p>
<p><strong>UPDATE</strong>: De certa forma parece que o Estadão reconheceu que a blogosfera não pode ser ignorada. Por isto acontece hoje <a href="http://www.sedentario.org/internet/debate-do-estadao-2123">um debate entre jornalistas e blogueiros sobre o assunto</a>. </p>
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