Programadores são de Marte, Designers são de Vênus

Recentemente criei esta pesquisa para saber se os Designers e Programadores pensam o mesmo do Adobe Flash (assunto da mais polêmica gerra dos ultimos tempos entre duas grandes empresas do mundo moderno). No momento a pesquisa aponta mais ou menos o seguinte:

81% dos Designers pensam que o Flash é bom
19% pensam que o Flash é ruim

80% dos programadores pensam que o Flash é bom
20% pensam que o Flash é ruim

Mas existem alguns problemas com este resultado. Primeiro, por ser uma pesquisa de Twitter, muitas pessoas que me seguem e que já possuem uma tendência de ser “a favor” do Flash responderam. Agora, o que realmente me chama a atenção é o fato de poucos Designers terem respondido. Porém, se a pesquisa não serviu para mostrar nada sobre o Adobe Flash ela pelo menos vai me fazer viajar a maionese a partir de agora.

Imaginem a Mídia Social como o universo. Este Universo Sócio-Mediático é composto por galáxias e se você está lendo este post é porque você está na mesma galáxia que eu, onde tudo que falamos gira em torno de Desenvolvimento de Software – o centro da nossa galáxia ou o nosso sol.

Mas estar na mesma galáxia que eu não seria o suficiente para estabelecermos uma comunicação – não seria o suficiente para você ler este blog e responder a pesquisa. Você está ainda mais próximo de mim. Você está no mesmo planeta que eu, onde tratamos de Desenvolvimento de Rich Internet Applications. Já os Designers, vivem num outro planeta, embora na mesma galáxia, o que significa dizer que seu mundo também gira em torno de desenvolvimento de Software – embora mais longe do centro.

É provável que neste exato momento os Designers estejam falando de outras coisas no seu mundo e por isso eles nem viram a pesquisa. Assim como no Planeta Ruby, Phyton e Java os assuntos são outros.

Neste universo não existem só outros planetas mas também devem existir outras galáxias. Não descarto a hipótese de que em uma galáxia distante a Medicina brilhe no centro como o Sol rodeado por planetas como a Cardiologia, Oftamologia, Ortopedia, etc. A nossa galáxia, a de desenvolvimento de Software, é possivelmente a mais “evoluída” pois ao que tudo indica estamos no epicentro do Big Bang – a origem da internet.

Assim é a Mídia Social. Um universo em expansão com cada blog, Twitter, Facebook, que surgem todos os dias se aglomerando na formação de um novo planeta ou se unindo aos que já existem. Um mundo onde Tim Berners Lee é Deus, o Google é a NASA (só que com mais poder), o Orkut é um buraco negro e o Darwinismo Digital ajuda na disseminação das melhores idéias.

Será que os Designers e programadores pensam o mesmo do Flash?

A briga ainda não acabou e não acho que vai acabar tão cedo. Assim como vocês eu também estou ficando de saco cheio deste papo. Mas hoje me ocorreu algo que eu ainda não havia pensando: será que os Designers pensam o mesmo que os programadores sobre o Flash?

Eu tenho a impressão que os que são contra o Flash são geralmente programadores, principalmente aqueles que adoram o discurso Open Source. Mas é claro, eu posso estar errado.

Por isso criei esta pesquisa que visa compreender se os Designers e Programadores têm mais ou menos o mesmo pensamento.

Eu só acho que esta pesquisa tem um problema: Como ela usa o Twitter muitas pessoas que me seguem devem responder. Mas os meus seguidores têm a tendência de ser a favor do Flash. Por isso, peço que vocês postem pesquisa no Twitter de vocês (ou RT este) para aumentar esta abrangência a fim de obter um resultado mais imparcial.

Ainda acredito no Flash e estou no Front

A única coisa que me chateia nesta história toda (Apple Vs. Adobe) é que isso dá certa força para quem já era contra o Flash. Especialmente os proponentes da Web 100% Standard que tal como o mundo do Software 100% Livre e o MST, usam uma causa nobre para fazer algazarra.

O debate sobre quem está certo não define o vencedor (Little less conversation, little more action please!). O vencedor dependerá da capacidade dos desenvolveres fazerem coisas incríveis com as tecnologias disponíveis e dos usuários apreciarem o resultado.

Como eu ainda acredito na Plataforma Flash já estou nesta guerra, literalmente no front, onde o risco é grande mas também dá pra derrubar o inimigo com gosto.

A Alienação Tecnologica e as Fábricas de Software

“Uma boa empresa não é aquela que usa a tecnologia para construir Softwares, mas sim a que usa a tecnologia para destruir problemas. Talvez por isso muitas Fábricas de Software não são boas empresas.”

Coloquei as frases acima no Twitter, mas acho que a reflexão merece mais do que um micro-post.

Gosto também de duas outras frases cujo sentido apontam na mesma direção. A primeira, de autor desconhecido, é mais ou menos assim: “A Informática surgiu para resolver problemas que não existiam antes dela”. A segunda, do Jamie Zawinsk, diz: “Ao ver um problema algumas pessoas poderiam pensar: ‘acho que posso resolver com regular expressions’. Agora elas têm dois problemas”.

O que todas estas frases têm em comum? Elas sintetizam bem a Alienação Tecnológica que as empresas e os profissionais de TI têm ajudado disseminar com bastante afinco – e que tem um pouco a ver com o que tenho falado aqui e aqui.

A Alienação Tecnologica é a utilização da tecnologia como um fim em si e não como um meio para a solução de problemas. Em outras palavras, o pessoal de TI começa com o intuito de resolver um problema do mundo real, mas acaba voltando as prioridades para um código fonte, uma arquitetura, um banco de dados, um Design Pattern, uma técnica nova ou uma documentação os deixam felizes, mas não o usuário. Isso acontece porque no meio do caminho estas pessoas de TI estavam tão preocupadas com o TI-Centrismo que já não sabem mais o que realmente importa. E não estou falando apenas da burocracia que os movimentos ágeis tão na moda atualmente estão tentando derrubar. Estou falando daqueles casos (não raros) onde as pessoas pouco se importam com a utilização de fato do Software pois seus artefatos (código, arquitetura, Banco, etc) são seu motivo de orgulho.

Por inúmero fatores isso acontece com muitas Fábricas de Software. Aliás, vamos pensar por um instante sobre o termo Fábrica. Qualquer tipo de fábrica, exceto a de Software, é definida por uma linha de montagem que produz algo que já existe (escopo mais que fechado e técnicas já conhecidas e testadas). Mas as Fábricas de Software são as únicas Fábricas que precisam produzir algo que ninguém sabe o que é ainda.

A Fábrica de Software é, em minha opinião, uma tentativa exagerada de industrializar ao extremo algo que por natureza têm muitos elementos que tendem a ser “artesanais” (soluções específicas para problemas específicos). Não estou dizendo que não devemos ter métodos e técnicas que facilitem este processo, mas voltando ao início do post, o problema é quando estas técnicas e métodos passam a ter razão de existir em si: a Fábrica fabrica o que não se conhece, mas o que importa é algo foi entregue.

Isto é como se a Ford se orgulhasse mais do seu processo de produção do que dos carros que as pessoas compram por escolha própria. Um engenheiro ou o Designer de carros da Ford deve se orgulhar ao ver as pessoas passeando em seus carros pelas ruas do mundo. Por outro lado, muitos profissionais de TI se contentam com algo que só eles conseguem enxergar. Isso é ou não é um caso evidente de alienação?

Flex for Kids: O dia seguinte

Sem a menor sombra de dúvida o Flex for Kids foi o maior evento on-line de RIA já realizado no Brasil (talvez no mundo).

Em média, 130 pessoas estiveram on-line durante o dia todo prestigiando a maratona de palestras que foi das 8hs às 20hs. Pelo feedback que tivemos o público ficou bastante satisfeito com o conteúdo e o nível das palestras.

Todas as palestras foram gravadas e serão disponibilizadas para download na próxima semana. Se você não é uma das mais de 450 pessoas que já contribuíram com a causa ainda pode fazer a sua doação e ter acesso as gravações.

Aqui vai um teaser da minha apresentação.

Juntamente com a gravação da minha apresentação você terá acesso às 8 demos (as mesmas da apresentação) em alta resolução para conhecer o verdadeiro poder do Quarteto Fantástico. São praticamente 8 Screencasts.

O Ved também está brindando o pessoal com um Screencast extra. Ou seja:

10 palestras
9 screencasts
Código fonte das palestras

Tudo isso por apenas R$ 30,00 e de quebra ainda ajudar o Cotolengo? Se você trabalha com as Tecnologias da Adobe para RIA eu não acredito que vai ficar fora dessa!!!

Clique aqui e faça sua doação.